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O melhor do mundo
Em
Passo Fundo, onde nasceu há 37 anos, nosso popular colunista
é conhecido como o “Sherlock Holmes dos Pampas”,
graças a seu enciclopédico conhecimento sobre o
mais famoso detetive do mundo da ficção.
“Uma vez, em Londres, participei de um festival sobre Holmes
e conheci uma neta de seu criador, Conan Doyle”, conta Baskerville.
“Fomos trocando figurinhas sobre seu avô e seu personagem
e, no final, espantada, me disse que ninguém conhecia tanto
sobre o assunto como eu, nem mesmo ela. Foi a glória!”
Sempre seguido por seus dois cães, Watson e Moriarty, Baskerville
gosta de mostrar aos visitantes os 362 troféus e diplomas
que ganhou em disputas, palestras e teses sobre Sherlock Holmes
e Conan Doyle, dos quais, o que o faz mais orgulhoso, é
um certificado intitulado “Doutor em Holmes e Doyle”,
que recebeu após derrotar num concurso em Bangladesh 150
especialistas internacionais no assunto.
Em 1984, foi às pressas para Londres, ao saber que a famosa
Sotheby’s estava leiloando 75 objetos que pertenceram a
Conan Doyle. Numa disputa que ficou famosa entre colecionadores,
Baskerville conseguiu arrematar nada menos que a capa, o chapéu
e o cachimbo originais que serviram de modelo para a criação
do detetive.
“O preço que paguei não revelo, mas basta
dizer que daria hoje para eu comprar uma bela casa na Inglaterra,
e ainda sobraria dinheiro”, ele conta.
Colaborador do SacolãoBrasil desde a edição
76, Cecílio Arthur Baskerville tornou-se, da noite para
o dia, nosso quinto mais lido colunista.
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