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Um pequeno grande homem
A paixão de Cosmo L.Franco pelas coisas pequenas surgiu
na mais tenra idade, quando, aos oito anos, já construía
carrinhos com palitos de fósforo e colares e capachos com
tampinhas de cerveja.
Apesar de sua paixão pelo minúsculo, nosso colunista,
homem grande, de 1,88 metro de altura, e 99 quilos, formou-se
em engenharia mecânica na Albânia e passou boa parte
dos seus 32 anos se aperfeiçoando no célebre Blindzieg
Institute, de Zechgelage, Alemanha, que já deu nada menos
que 14 prêmios Nobel.
Foi lá que, sob a influência do cientista e professor
Karlheinz Radieschen, Cosmo se especializou em miniaturas e foi
escolhido como “o mais promissor formando do ano”.
A escolha se justificou quando, aos 26 anos, ganhou o Prêmio
Rausch concedido a sua maquete de cerca de 300 metros, representando
em todos os pormenores a batalha da Montanha Hinterbacke, travada
entre prussianos e russos em 1911.
Depois de 34 prêmios internacionais e dezenas de honrarias
de 18 países, ele voltou ao Brasil e se especializou na
criação de maquetes para empresas imobiliárias
e em miniaturas de brinquedos infantis.
Seus trabalhos, seus prêmios e sua criatividade chamaram
a atenção da arquiteta Clarabela Maria Ferrão,
filha do fundador do SacolãoBrasil, com
quem se casou e o incentivou a lançar a coluna Micro
Cosmo, a quinta mais lida do jornal.
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