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Do punk ao carnaval antigo
Nosso
popular colunista de música jovem faz sempre questão
de explicar que o “Ringo” que usa no nome nada tem
a ver com Ringo Starr.
“Ele é horrível, em todos os departamentos,
os Beatles que me perdoem”, afirma. “O apelido, como
sempre explico, veio do meu pai, que adorava faroestes italianos
e era fã de um mocinho chamado Ringo Stone, que achava
parecido comigo”.
Aos 29 anos, Dado é famoso por sua independência
na profissão, e já sofreu, segundo conta, nada menos
que 230 tentativas de suborno por parte de gravadoras, grupos
de rock e empresários musicais, todos querendo promoção
em sua coluna.
“Um deles chegou a me oferecer uma viagem à Irlanda
como acompanhante numa excursão da banda Sounds From Hell,
a bola da vez nas paradas de sucesso de janeiro de 2004. Além
de não admitir suborno, recusei porque o grupo era muito
ruim, como quase tudo que vem da Irlanda”, explica.
Ele se orgulha também de sua coleção de cerca
de dez mil cds, fitas e lps, sempre renovados e atualizados.
Dado tem gravações de rock de todos os tipos, tendências
e países. E cita, de um fôlego, seus gêneros
prediletos: funk punk, punk funk, folk punk, anarcho-punk, trad
rock,death rock,death disco,mutant disco, synthfunk,avant-funk.
“Isso para citar só os mais conhecidos. E naturalmente
adoro as velhas marchinhas carnavalescas dos anos 30”, ele
diz.
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