Jean-François Silva


O cinema como arma
para mudar a burguesia

Quando recebeu em Sófia, Bulgária, o troféu “Spasibo Eisenstein”, como o mais influente crítico cinematográfico latino-americano de 1969, Jean-François Silva jurou que travaria uma luta sem tréguas contra o cinema ocidental, furiosamente comercial, burguês, vazio e sem propósitos, notadamente o de Hollywood. Na época, um jovem jornalista de 29 anos, recém-formado em teoria cinematográfica pela Universidade Mundwasser, na Berlim Oriental, e em estética fílmica pela Escola de Estudos Avançados de Fodrász,Hungria, Jean-François cumpriu à risca, ao longo dos anos, a promessa que fizera.

Sob sua pena implacável e sem concessões de qualquer tipo, muitas reputações desabaram, outras tantas foram erguidas, dezenas de filmes nasceram e morreram em suas vibrantes criticas, centenas de outros foram exaltados e hoje estão em lugar de destaque nos livros e enciclopédias de todo o mundo. Foram por ele descobertos os hoje célebres diretores Dong Pak Peniti, Mukbhar Gamal Bambi, Anatoly Hagyma, Paul Christophe Fourmi e Moomoku No Yagi, entre vários outros.

Crítico do SacolãoBrasil desde 2001, odiado pelos medíocres e conservadores e ídolo de jovens cineastas de diversos países, principalmente do Leste europeu, do Oriente Médio e da Ásia. Um dos seus feitos mais famosos, divulgado pela mídia internacional na ocasião, foi recusar o convite de um célebre e poderoso produtor de Hollywood, que lhe ofereceu 700 mil dólares para atuar como consultor histórico de uma nova versão musical de”Guerra e Paz”, de Tolstói, ídolo supremo de Jean-François.

Sua recusa foi rápida e contundente, resumida no hoje clássico telegrama que enviou ao produtor: “Nyet! Afaste-se de mim, Hollywood! Longe de mim, Satanás!”

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