Kenneth Goodson


Grandes decisões na economia

Escritor, advogado, economista e sociólogo, o muito britânico Goodson descobriu sua vocação de brasilianista em 1978, numa viagem de férias a Brasília. “Por que escolhi Brasília para minhas férias, jamais entenderei”, ele confessa. “Minha mulher ficou tão indignada que se recusou a me acompanhar, preferiu ficar em nossa casa em Sheffield com nossos filhos e os dois cachorros, Winston e Adolf”.

Ele lembra que o que mais o impressionou na capital brasileira foi, como define, “a absoluta calmaria de todos, com o país mergulhado em sombria ditadura. Logo percebi que havia um campo vasto e inesgotável para meus estudos”.

Vários livros, ensaios e até poesia satírica depois, tudo continuou na mesma, com algumas mudanças aqui e ali, ele afirma.

“É incrível a capacidade do brasileiro comum e dos políticos em resistir a mudanças, mesmo depois da abertura política. Trinta anos atrás e ainda hoje, parece que nada de ruim aconteceu no Brasil. Devo confessar que até agora não sei se isso é bom ou ruim”, afirma.

Durante anos, Goodson assinou no SacolãoBrasil a coluna Panorama Econômico, avidamente lida pelos leitores e também por economistas, ministros e altas autoridades do governo. Uma importante figura da área econômica em Brasília, cujo nome é mantido em sigilo, disse certa vez para o colunista que antes de qualquer decisão importante, lia primeiro seus artigos.

Quando foi obrigado a interromper sua colaboração, para fazer pós-graduação em Robótica, na Alemanha, Goodson passou a receber centenas de cartas de protesto. A todos os leitores responde: “Eu voltarei!”

Edição 010
Argentina paga dívida, a seu modo
Edição 011
Três moedas por nenhuma
Edição 012
Brasil, o futuro do passado
Edição 013
Brasil nas mãos de Deus e da seleção
Edição 015
O melhor e o pior dos mundos
Edição 016
Os britânicos e o continente
Edição 017
Será que a Argentina existe?
Edição 018
Um olé em Wall Street, um chapéu na City londrina
Edição 019
A insustentável necessidade do folclore
Edição 020
Riqueza e o mito de Guilherme Tell
Edição 021
"O cavalo de Ricardo III e o jegue brasileiro"
Edição 022 "Ao vencedor, os abacaxis"
Edição 023 Papai Noel odeia a América Latina
Edição 024 No verão, pernas pro ar que ninguém é de ferro
Edição 027 O cruzado Crush contra o infiel Salem
Edição 028 Os jardins do Éden da globalização
Edição 029 A segunda vida de J. D. Perón
Edição 030 A cesta básica dos ricos
Edição 031 Brasil mais uma vez no Guinness
Edição 032 Marte brilha, cuidado com a carteira
Edição 033 Gardelões humilham o FMI
Edição 034 Admirável mundo lúmpen
Edição 035 É Natal, sem tutu, nem peru
Edição 036 Copacabana e o "milagre" brasileiro
Edição 037 No carnaval, pobre explora rico
Edição 038 "Cucurrucucu, paloooooma..."
Edição 039 O sorriso do dragão
Edição 040 América Latina derrota os super-heróis
Edição 041 A última do português
Edição 042 O gigante faz musculação
Edição 043 Marx, Keynes e Bakunin
Edição 044 A barbárie civilizada
Edição 046 A cuíca do mundo
Edição 047 Boys da Mooca Vencem Madre Alix
Edição 048 O dindim dos aposentados
Edição 049 Moscou ataca outra vez
Edição 050 Quixotes, Sanchos e Rocinantes
Edição 051 "Lowlives" pedem passagem
Edição 052 Ilhéus são mais felizes
Edição 053 Globalização acaba com os pobres
Edição 054 Sonho europeu em xeque
Edição 055 Óvnis sobrevoam o Planalto
Edição 056 Os espelhos de Lula
Edição 057 Meu reino por uma Gioconda!
Edição 058 O papagaio tenor