Ficar ou sair de casa

Todos nós temos momentos, horas, dias, às vezes meses, em que tudo é um tédio. De vez em quando, a chatice nos invade de tal maneira que parece que nunca irá embora. Aí ficamos ainda mais aborrecidos, e vem a depressão. O que fazer? O trabalho, como se sabe, é boa solução, pois nos ocupa e distrai. Quase sempre. Mas e quem não trabalha? E quem é aposentado? Desempregado? Ou em férias, sem poder viajar? E quem não faz nada?

Ao longo de dez anos de aposentadoria, e de solidão (sou viúvo e sem filhos), aprendi valiosas lições sobre a chatice, li muito a respeito, conversei com muita gente e hoje posso oferecer conselhos, sugestões e dicas para os interessados. São baseados em conhecimentos práticos, frutos da experiência (e sofrimento) do dia-a-dia, e não devem ser entendidos como soluções profissionais, científicas e definitivas. Convém notar que, para recomendar o melhor, enfrentei, como poucos, o pior: conheço centenas de pessoas e coisas desesperadoramente chatas, capazes de -perdoem o termo - encher o saco do mais paciente dos mortais. Um dia falarei sobre elas...

Para começar , vou dividir minhas dicas em duas atividades ou seções que serão a base da nossa filosofia antichatice: como se distrair em casa ou na rua. Essas seções chamam-se Vamos Ficar em Casa e Vamos Sair de Casa.

Mas, bancando o chato, o espaço da nossa coluna acabou, deixo o resto para a próxima. Até lá.