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Sindicato
das prostitutas poderá ter cerca de dois milhões
de membros
Por
Laurita Helena Novaes
Inspiradas
em suas colegas da Holanda, que anunciaram no começo do
mês a fundação de um sindicato, que deverá
se tornar realidade no ano que vem, cerca de 200 prostitutas de
São Paulo e do Rio se reuniram a semana passada no Resort
Easy Life, litoral fluminense, para anunciar que farão
o mesmo no Brasil.
Tendo como porta-voz Tânya Elizabette, que assina no SacolãoBrasil
a coluna Calçadas da Vida, a primeira em toda a imprensa
mundial sobre o assunto, elas disseram que o objetivo do sindicato
será defender em toda a linha os direitos de cerca de 2
milhões de prostitutas brasileiras.
Entre esses direitos estão melhores condições
de trabalho, benefícios da previdência e planos de
saúde e salários mais dignos para aquelas que trabalham
em bordéis, clubes de sexo e vídeos pornôs,
entre várias outras atividades.
Muitos
atrativos
"Pagamos
imposto de renda, muitas de nós a previdência, e
o que lucramos?", pergunta Tânya Elizabette."Queremos
deduções no imposto para a compra de materiais de
trabalho, como todo mundo". O que ela chama de "materiais
de trabalho" incluem roupas, camisinhas, objetos eróticos
e produtos de beleza, cujos preços estão "pela
hora da morte", segundo Tânya." Minha amiga Lady
Nice tem na casa dela uma jacuzzi, com hidromassagem e tudo. Vocês
têm idéia quanto custa isso. Uma nota".
Ela explica que, por enquanto,trata-se de uma reunião preliminar,
para verificar o poder de fogo da categoria e o número
inicial de adesões. "Mas temos certeza que poderemos
criar um dos sindicatos mais fortes do Brasil", garante Tânya.
"As moças da Holanda, que estão lutando pelo
sindicato, são cerca de 20 mil. Não temos os números
brasileiros. Mas calculamos, assim por alto, cerca de 2 milhões
de prostitutas que conseguiríamos sindicalizar. Já
imaginou a nossa força? Sem falar, é claro, em outros
atrativos nossos", finaliza Tânya, com um sorriso malicioso.
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