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2006©
- Ao Pé da Letra Jornalismo
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Foto:
Alexandre Borin

Bailarina brasileira foi
amante de Bin Laden
Cher
Bin
era homem
de paixões violentas
- Capítulo
4 -
Por Anthony
Charles Carpi
Sei que muitos gostariam
de ouvir meu longo calvário com as drogas, especialmente aquela flor
destruidora, a papoula, de onde se extraem mil demônios, alguns anjos
e algo chamado ópio. Mas não vou cansá-los com essa trágica
experiência, que durou anos e anos e roubou grande parte da minha juventude
e beleza. E todo o dinheiro que juntei.
Escrevo estas linhas, que vão fazer parte das memórias que pretendo
um dia publicar, no quarto do meu hotel, um quarto acanhado, modesto, só
com as coisas essenciais para eu viver nele. Dinheiro? Já tive bastante,
em anos mais jovens, de beleza e sedução, em que os homens olhavam
para mim e diziam tudo, com os olhos e com a boca.
Releia
o capítulo 3,
na edição 14 à esquerda
Kenneth Goodson
Na década
de 70, quando fazia meu mestrado em Oxford, circulava no meio acadêmico
londrino a seguinte anedota. O melhor dos mundos, dizia-se, logo após
a Inglaterra ter sido admitida na então Comunidade Européia
ampliada, era viver na Europa, com comida francesa, máquinas alemãs,
organização inglesa, mulheres italianas e fisco suíço.
A Suíça não fazia - como não faz até hoje
- parte da Europa comunitária. Era, portanto, a única exceção
permitida na piada.
A pessoa que ouvia a brincadeira já antegozava as delícias do
paraíso terrestre, quando era advertida de que uma simples troca na
ordem das coisas bastaria para transformar o Éden num purgatório
ou até mesmo num inferno insuportável. Imagine só, caro
leitor, a seguinte situação: comida inglesa, máquinas
francesas, organização italiana, fisco alemão e mulheres
suíças!
Motorista
diz que táxi
é Brasil em
miniatura
Alberto Geld Verlogen,
ex-engenheiro eletrônico e há 10 anos trabalhando como motorista
de táxi, garante que não troca sua atual profissão por
nada neste mundo, mesmo que ela não seja a sua especialidade. Ele foi
uma das vítimas da crise econômica brasileira, após perder
o emprego. Formado em engenharia eletrônica, com mestrado na Alemanha,
ele exerceu a profissão durante mais de 15 anos no Brasil, até
que a crise econômica o atingiu. Aos 44 anos, casado, pai de cinco filhos,
foi demitido do emprego, junto com 32 outros engenheiros da sua empresa, e
durante dois anos procurou em vão por trabalho. Para sobreviver, teve
de pegar bicos, como vendedor de carnês de televisão, porteiro
de casa noturna, valet de estaciona-mento de restaurante e até dançarino
numa casa de tangos. (segue)