| Humoristas
e humoristas
Vocês
aí do Sacolão, que se julgam muito
engraçados, por que não contratam humoristas famosos
para a sua equipe? Caribé Castello Branco,
Maranguape, CE.
Em
primeiro lugar,Caribé, nossos humoristas estão entre
os mais festejados do Brasil. Em segundo lugar, já tentamos
contratar vários vereadores, deputados e senadores e todos
recusaram.
Suplementos
literários
Como
escritor amador, e, como todos eles, ambicioso e sonhando em ser
publicado com sucesso, comprei o livro “Afinal, o que querem
dizer nossos suplementos literários””(divulgado
no Sacolão 40). Fiquei impressionado com
o texto do autor, José Dirceu Wisnik . Impressionado negativamente,
vale dizer, pois o livro denuncia um amontoado de besteiras pretensiosas,
bem no estilo dos chamados “intelectuais” brasileiros,
que gostam de impressionar a crítica(outro grupo de chatos
pomposos) com coisas intransponíveis e aborrecidas, que
só encontram guarida exatamente nos tais suplementos literários,
igualmente vazios e pedantes. Parabéns ao Wisnik, cujo
texto claro, cristalino e objetivo, é um exemplo a ser
seguido. Haroldo Lacan de Campos, Campina Grande,
PB.
Sacolão
à venda
Sou brasileiro,
mas resido em Caracas, onde trabalho numa refinaria de petróleo.
Fiquei sabendo, bem antes dos jornais daí publicarem, que
o magnata da mídia, Gustavo Cinzeros, apelidado de “Cidadão
Kane” de Isla Margarita, onde reside, pretende comprar várias
emissoras de tevê e alguns periódicos especializados,
aí, no Brasil, onde já até lançou
um livro.
A lista de compras do Midas venezuelano é extensa. Mas
o que me preocupa mesmo é que o Sacolão
está incluído nela. Duas perguntas ao editor: caso
seja vendido, quem será o “testa-de-ferro”
de Cinzeros; e se manterá seu atual estilo – irreverente
e independente– após a venda? Demétrio
Tapajós, Caracas, Venezuela.
Caro
Demétrio, agradecemos sua preocupação, mas
a verdade é que não estamos à venda. Essa
história de Cinzeros não passa de fogo de palha...hé,
hé...
Ulisses versus Ulisses
Pergunto
ao editor de literatura do Sacolão: Qual
dos dois Ulisses (o de Homero ou o de Joyce) foram mais lidos
aqui, no Brasil? Ou melhor: se a “Odisséia”,
do poeta grego, que tem como herói Ulisses, em sua atribulada
volta a Ítaca, após dez anos combatendo os troianos;
ou o “Ulisses”, de James Joyce, que conta o passeio
de um dia, de Leopold Bloom, pelas ruas de Dublin?
Tenho um palpite: o mais popular dos dois é a “Odisséia”,
que, pelo menos, foi lida até o fim pelos irmãos
Haroldo e Augusto de Campos, que a traduziram do francês,
se não me engano, para nossa língua. O “Ulisses”,
de Joyce, embora tenha tido milhares de leitores até a
página 20 (inclusive eu), só foi lido mesmo até
o fim pelo Antônio Houaiss, por dever de ofício,
pois traduziu a obra. Décio Cugnatari,
Curitiba, PR.
Lallo
Bloombury, nosso editor de literatura, que leu os dois, o de Homero
e o de Joyce, nada menos que três vezes cada um, faz uma
revelação:o melhor de todos ainda é o filme
“Tróia”, com Brad Pitt.
Dá-lhe, xará
Quero
parabenizar o meu xará, Kenneth Maxwell, igualmente brasilianista
e também britânico, embora não seja ainda
colaborador do Sacolão (menos mal, porque
se o fosse, o jornal iria direto para o “Guinness Book”,
com três colaboradores brasilianistas), por ter pedido demissão
do Conselho das Américas, entidade não-governamental,
sediada em Washington, e presidida pelo ex-secretário de
Estado, Henry Kissinger.
Meu xará, formado por Cambridge, e autor de “A Devassa
da Devassa”, sobre os bastidores da Inconfidência
Mineira, queria ter acesso a documentos sobre a atuação
do governo americano no golpe que depôs o ex-presidente
chileno, Salvador Allende, em 1973. Obviamente, Kissinger não
permitiu, daí a demissão de Maxwell. Grande, xará!
Kenneth Goodson, Londres, Inglaterra.
Ofensiva ironia
Fiquei
indignado com o tal pacote de DVD e CD, divulgado no último
Sacolão, na coluna de Devanir Seeall.
No momento em que o país enfrenta uma crise econômica
e social sem precedentes, com a miséria descendo a níveis
jamais vistos entre nós, promover algo que custa dois mil
reais só pode ser ironia, uma ofensiva ironia. Paulo
Gaudêncio Maluf, São Paulo.
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