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Fui
uma das convidadas da comitiva presidencial que foi para a China,
cortesia de um deputado, velho e querido amigo dos meus tempos
de Salvador, na Bahia. Tudo já foi escrito sobre o assunto
(menos os bastidores da viagem, que não cabe a mim revelar...),
mas se eu estou atrasada em escrever sobre o assunto é
porque não voltei com todo mundo. A convite do meu querido
deputado, decidimos conhecer Hong Kong, no caminho de volta. Mas
daqui a pouco eu conto.
A viagem para Pequim foi um tremendo barato. Eu tenho um conhecido
chinês que já tinha me dado a dica sobre o que eu
ia encontrar naquele fim de mundo. Ou seja, nada, para a gente
que gosta da noite e de agitação. Mas nem precisava
chegar lá, pois já no avião, que os maldosos
chamam de “Sucatão”, me diverti muito.
Tinha um monte de mulher no vôo, mas, não sei por
que, eu fui, sem exagero, a mais assediada pela turma. Pegou mal,
pois tinha deputado e outros caras importantes com as esposas
e parentes,só que a turma dava em cima de mim na frente
de todos. Foi chato, mas eu bem que adorei.
A tal de Pequim não está com nada. Uma chatice geral.
A diversão, cá entre nós, estava no hotel
onde a gente ficou. O que batiam na minha porta, na madrugada,
não está escrito. Mas consegui fugir dos caras.
Um empresário muito conhecido, sempre de cara cheia, me
acordou às oito da manhã, dizendo que tinha que
se abrir comigo, pois a mulher não o compreendia. Esse
papo é mais velho que bater bolsinha e mandei o homem embora,
mesmo porque ele não está com nada.
Na hora de voltar pro Brasil, meu amigo deputado me convidou para
ficar e fazer uma visita a Hong Kong. Topei na hora.Aquilo sim
é que lugar para se divertir e badalar. Basta dizer que
ficamos oito dias por lá e só fomos dormir no hotel
uma noite. O resto, só badalação e...vocês
sabem o que mais.
Além da maravilha e loucura que é Hong Kong (vocês
não acreditam, mas conhecemos um bordel só de velhinhas...),
meu saldo de viagem, depois de tudo, é que contei nada
menos que 56 cartões de visita que a turma da comitiva
presidencial me deu, para “contatos” futuros.Um dos
cartões vocês nem imaginam de quem foi! Tudo malandro,
não?
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