O que é o progresso, não?

Em fevereiro de 2005, na edição 49 do nosso SacolãoBrasil, eu lamentava o fim de uma era e o começo de outra. Os fabricantes anunciavam o cancelamento na produção dos videocassetes, substituídos pelo então avançado dvd, e eu perguntava sobre o que fazer com minhas centenas de fitas em vhs, que naturalmente não cabiam dentro dos dvd players...

Recebi dezenas de cartas de leitores com a mesma pergunta e hoje, a única solução é passar as fitas para dvd, um processo caro e demorado. A outra solução, bastante óbvia, aliás, é guardar os videocassetes e exibir neles os filmes antigos.

Pouco mais de três anos se passaram e já chegou outro problema para nós, que adoramos um filminho em casa: o dvd está com os dias contados e em seu lugar vem aí uma coisa chamada blu-ray, que naturalmente irá, com o tempo, substituir o dvd. Ainda vai demorar um pouco para a novidade “pegar”, mas podem ir se preparando.

Além da inevitável e velha afirmação “o que é o progresso, não?”, cabe outra observação: progresso danado de rápido, não?. Por enquanto, os aparelhos que exibem filmes em blu-ray custam uma fortuna para os bolsos comuns, mas com o tempo vão ficando mais e mais acessíveis.

E aí começa tudo outra vez. Pouco a pouco o dvd vai ficar velho e caduco, os filmes dele serão jogados num canto, esquecidos, e ele será empilhado junto com o dvd player. E toca comprar blu-rays.

Como sempre acontece, o novo processo, dizem, é avançado, com imagens perfeitas, som espetacular etc, etc, etc. Não é preciso, mas vamos acrescentar, que a novidade não vai garantir filmes melhores, só tecnologia melhor, e a um custo bem maior, naturalmente.

Eta progressinho caro!