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vez em quando, saio da frente da telinha, pego o telefone ou então
percorro os bastidores das emissoras em busca de notícias
para a minha coluna, que segundo o editor-chefe, Castor Jr., é
a terceira mais lida do Sacolão.
Eis o que apurei recentemente, entre notícias, fofocas,
boatos e certezas:
Vai
mal a audiência da novela “Quando Nossos Destinos
Se Entrelaçam”, a menina-dos-olhos de Antonino Siqueira
Galvão, dono da Rede de TV Paratodos. A estrela da novela
é Mafalda Doral, mulher do dono, e foram investidos cerca
de 85 mil reais somente nos cenários, que reproduzem um
palacete persa do século 17. Os salários do grande
elenco (excluído o de Mafalda, que é 150 mil por
mês) chegam a 60 mil reais. Com tamanho investimento, e
a audiência nunca chegando a mais de 0,7, entende-se a insatisfação
de Antonino. Dizem que não poucas cabeças vão
rolar.
Não
é muito melhor a situação do show Vaivém
da Chuncha (hora do almoço na TV Brasil Grande), cuja audiência
está oscilando mais que balanço em playground infantil.
Na verdade, oscilando sempre pra baixo. Estreou o mês passado
com 1,2 de audiência, duas semanas depois caiu para 0,9
e anteontem registrou 0,3. A apresentadora Kachuncha Lameira pensa
em mudar toda a direção do programa, e o primeiro
a cair seria o produtor Tusca Lins.
Quem
vai ganhar na TV Dia e Noite um show diário de dez minutos,
toda manhã, é a dupla caipira Cabrobó e Coscorão.
Será uma espécie de acorda-público, pois
vai ao ar às 5h45. Dizem que o diretor artístico
Cecílio Lins, sogro de Coscorão, descobriu que a
dupla é sucesso certo com todos os públicos, da
classe A à Z.Mesmo apresentado num horário tão
infeliz. Será?
Ainda
preciso confirmar com uma ou duas das minhas fontes seguras se
é verdade a “bomba” de que a Rede Brasil Grande
não terá pela primeira vez no fim do ano o Show
de Natal de Roberval Carlos. O motivo é que de ano pra
ano cai a audiência do espetáculo, que por isso não
justificaria investimento tão grande. E tem mais: pesquisas
mostraram que a esmagadora maioria do público do programa
tem mais de 55 anos e os novos patrocinadores, um fabricante de
pranchas de surfe e outro de um drinque anabolizante para adolescentes,
não teriam a quem vender seus produtos.
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