Zumbis estão na moda,
faturam
milhões e
assustam ingênuos

Estudiosos, críticos, psicólogos, admiradores e detratores não cansam de tentar entender o que faz os filmes de zumbis tão populares. Ninguém compreende por que um filme como “Guerra Mundial Z”, o campeão de todos, faturou nas bilheterias de todo o mundo espantosos 500 milhões de dólares. Os fãs não falham: sempre gritam e se assustam com qualquer exemplar do gênero, por mais ridículo que seja.

Homens e mulheres, todos deformados, cara morta, andando feito robôs retardados (eis uma idéia para filme, se é que ainda não foi feito), de braços abertos ou caídos, a mocinha fugindo em pânico, o mocinho derrubando um a um até com um pedaço de pau, prova inequívoca de que podem ser eliminados sem grande esforço. A não ser que ataquem em bandos, quando então só os coadjuvantes são devorados.

Não é preciso ser agudo observador para perceber como são primários, de argumentos sempre iguais, com alguma variação aqui e ali. No entanto, o público jovem, responsável pelas fabulosas bilheterias em todo o mundo, voam aos cinemas para ver qualquer novidade no gênero. Sem falar nos adultos, cada vez mais assíduos.

Na vida real

Análises e interpretações sobre a popularidade deles não chegam a qualquer resultado. Entre outras, as de que simbolizam o fim do mundo, a reencarnação, ou, quem sabe, talvez o medo da plateia de se tornar um deles de repente. A verdade é que, mais do que qualquer monstro do cinema, eles oferecem sustos e pavor garantidos, e os adolescentes pagam para ver e sentir tudo isso.

De vez em quando, porém, a coisa extravasa a tela e chega à realidade. Quem conta é o ator americano Dick Numb, que já atuou em 15 filmes do gênero. Uma tarde, ele e a neta estavam num supermercado de Los Angeles e a menina pediu ao avô que imitasse um zumbi. Numb concordou e caprichou na imitação. Depois de alguns minutos parou de repente quando percebeu que as pessoas corriam assustadas com medo dele.