Em defesa do amigo

Entre a minha infindável lista de amigos, orgulho-me de ter Apolonio Truffatore como dos mais queridos. Nossa amizade data de 1965, quando eu, um pobre imigrante, cheguei ao Brasil sem tostão, sem emprego, sem nada. Foi Mezzano, que voltava da Itália, que me conheceu e me ajudou.

Hoje, décadas depois, ele é alvo de infame campanha, pois é dono de um dos maiores frigoríficos brasileiros, o Sporco Carnes, onde trabalhei pela primeira vez como controlador de qualidade. Pois em meio à caçada atual contra frigoríficos que fazem tudo de errado com seus produtos, capazes de envenenar e até mesmo matar seus consumidores, o Sporco foi indevida e criminosamente acusado de ser um deles.

Uma infâmia, digo eu. Aliás, não é de hoje que meu amigo é acusado de crimes que jamais cometeu. Em todas as acusações, seu advogado provou a inocência. Uma delas, vil mentira, afirmava que ele havia importado do Paraguai dez mil toneladas de carne imprópria para consumo e lançada no mercado consumidor. Nada foi provado, como sempre.

Pois é, neste país em que todo mundo é acusado ou culpado de algum crime, eu defendo meu querido amigo como empresário honesto, empreendedor e benfeitor de várias causas sociais. Senhores policiais e delegados, procurem o crime em outro lugar, não na casa honesta de Truffatore.